segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Modificações corporais na gravidez.

Alterações corporais durante a gravidez
Durante o desenvolvimento embrionário e até o final da gestação a mulher passa por varias modificações corporais , modificações essas que ora visíveis e outras somente a nível sistemicos , para proporcionar ao feto melhores condições de vida intra uterina. Vejamos algumas alterações.
As adaptações maternas são atribuídas às hormonas da gravidez e às pressões mecânicas provocadas pelo aumento do útero e de outros tecidos. Estas adaptações protegem o funcionamento fisiológico normal da mulher, respondem às necessidades metabólicas que a gravidez impõe ao corpo da mulher, e satisfazem as necessidades de crescimento e desenvolvimento do feto.

Dá-se o crescimento acentuado do útero em resposta aos estímulos produzidos pelos níveis elevados de estrogéneos e progesterona, no primeiro trimestre da gravidez, e em resposta à pressão mecânica exercida pelo feto em crescimento posteriormente. O útero sofre mudanças em tamanho, forma e posição. As paredes musculares fortalecem e tornam-se mais elásticas. Na altura da concepção, o útero tem a forma semelhante a uma pêra invertida. Durante o segundo trimestre é esférico ou globoso. Mais tarde, à medida que o comprimento do feto aumenta, o útero torna-se mais largo e ovóide e ultrapassa os limites da pélvis para a cavidade abdominal.

Ocorre aumento do abdómen que pode ser mais ou menos evidente conforme o tonus muscular abdominal e a postura da grávida.

Outra alteração durante a gravidez é nas mamas. Cerca das 6 semanas de gestação, as mamas ficam túrgidas, muito sensíveis, mais dolorosas e mais pesadas. A sensibilidade das mamas varia desde ténue ate à dor aguda. Os mamilos e a auréola tornam-se mais pigmentados, dando-se o aparecimento de uma 2ª auréola de cor rosada e os mamilos tornam-se mais erécteis. O crescimento das glândulas mamárias provoca um aumento progressivo do volume e tamanho das mamas.

Ao nível do sistema tegumentar as alterações corporais de carácter geral englobam aumento da espessura de gordura subcutânea, hiperpigmentação, crescimento das unhas e cabelo, aceleração da actividade das glândulas sebáceas e sudoriperas e aumento da circulação e da actividade vasomotora. Verifica-se uma maior fragilidade dos tecidos da pele, o que origina o aparecimento de estrias gravidicas ou marcas de estiramento.

Estas alterações que gradualmente se vão dando no corpo, acrescidas do aumento de peso que se verifica, condicionam na grávida, alterações marcadas na postura e no andar. A grande distensão abdominal que a empurra para a frente, a diminuição do tónus muscular abdominal e o aumento de peso que se verificam exigem um realinhamento das curvaturas da coluna vertebral. O centro de gravidade da mulher desloca-se para a frente. A curvatura lombo-sagrada acentua-se, e no sentido de manter o equilíbrio, acentua-se também de forma compensatória a curvatura da região cérvico- dorsal. O aumento do volume das mamas e a posição mais inclinada dos ombros, acentuam as curvaturas dorsais e lombares. A locomoção torna-se mais difícil e o andar bombaleante é bem patente.

Ocorre um ligeiro relaxamento e aumento de mobilidade das articulações pélvicas. Esta adaptação permite o aumento das dimensões pélvicas.

Há também uma outra série de adaptações no corpo durante a gravidez, que não são visíveis fisicamente, elas são ao nível do sistema gastrointestinal, endócrino, nervoso, renal, cardiovascular e respiratório, esta ultima é mais ou menos visível com o aumento da caixa torácica.

Todas estas adaptações são, como já se disse, essenciais para um correcto funcionamento fisiológico da mulher, para responder as necessidades metabólicas impostas pela gravidez e para garantir o necessário para assegurar o crescimento e desenvolvimento do feto ( texto fonte http://nosnacomunicacao.com.sapo.pt/Alteracescorporaisduranteagravidez.htm )

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